Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 31/08/2021
Segundo Steve Jobs, criador da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. Nessa lógica, o desenvolvimento científico é necessário para o progresso. Contudo, ao observar a “fuga de cérebros” no Brasil, percebe-se que o desenvolvimento e progresso não estão presentes no país. Esse panorama é fruto tanto da negligência estatal, quanto do baixo incentivo de empresas científicas.
Primeiramente, é fulcral ressaltar que a displicência estatal colabora para esse cenário. De acordo com a Constituição Brasileira de 1988 no artigo 218º, o Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico. Entretanto, evidencia-se que isso não acontece, devido ao baixo investimento científico e aos cortes de verbas para esse ramo. Desse modo, com o âmbito de pesquisa desvalorizado, os profissionais qualificados saem do Brasil.
Outrossim, segundo o pensamento marxista, a base da sociedade é a economia e essa molda o comportamento humano. Nessa ótica, em uma sociedade em que se predominam as relações de lucro e interesse, o baixo retorno financeiro de empresas privadas de pesquisa reduz o interesse dessas em investir em pesquisas. Diante desse baixo interesse, é comum o egresso de cientistas para o exterior, uma vez que poderão ser valorizados.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o impasse. A fim de impedir a saída de profissionais qualificados no Brasil, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia incentivar pesquisadores e empresas que atuam nessa área científica, por meio de auxílios financeiros para cobrirem eventuais pesquisas. Isso pode ser feito pela postulação de um projeto de lei que garantirá esses incentivos. Espera-se com essas medidas assegurar que o estado promova o desenvolvimento científico de fato, levando o Brasil ao progresso.