Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/09/2021

O Vale do Silício, polo tecnológico dos EUA, absorve mão de obra altamente especializada tanto local como estrangeira. Por outro lado, o Brasil, embora produza conhecimento, configura-se somente como exportador intelectual para países desenvolvidos. Desta maneira, o Brasil é um país com poucos trabalhadores de alta tecnologia, este é um problema que precisa ser discutido, pois, influencia diretamente o crescimento do país como um todo.

Sob este viés é indiscutível que, a falta de investimento e apoio estejam entre as causas destes problemas. Muitos pesquisadores brasileiros decidem se mudar para grandes polos tecnológicos, pois, não são apoiados e muitas vezes precisam tirar dinheiro do próprio bolso para continuar sua pesquisa. A porcentagem de investimento do PIB brasileiro em ciência (1,26%) é inferior à média mundial de 1,79%. Desse modo, evidencia-se a atuação do Estado como forma de combate ao problema.

Outrossim, destaca-se a forma como o estudo de alto nível não é devidamente valorizado. Um número muito alarmante é o número de pesquisadores atuantes no país com média de 888 pesquisadores por milhão de habitantes; número que se manteve entre 2014 e 2018. A média mundial é de 1,368. A quantidade de pesquisadores se refugiando em outros países só tende a aumentar. É perceptível que ao assistirmos os jornais que contêm reportagens sobre grandes pesquisas, sempre é possível encontrar um brasileiro, mas este sempre atuando em um país que difere o de sua origem.

É possível perceber, portanto, que a situação de fuga de cérebros apenas vem se agravando. Para amenizar radicalmente o problema, é necessário que o Governo Federal, crie programas que apoiem as pesquisas. Assim como devem expor ao público geral pesquisas que podem ser apoiadas através de doações. Desta maneira, será possível minimizar a quantidade de pesquisadores fugindo do país e seremos capazes de alcançar um futuro melhor e mais saudável.