Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 31/08/2021
Diferente de outros países, como por exemplo os Estados Unidos, o Brasil não é um grande investidor em relação à área de tecnologia, embora crie muitas pessoas com conhecimento e capacidade para se darem bem nesse quesito, o que faz com que grandes “cerébros” sejam desperdiçados, tendo de buscar em outros países o que não encontram no Brasil.
No que diz respeito ao problema, historicamente o Brasil não é capaz de gerar emprego no setor de alta produção tecnológica. Por conseguinte, ao analisar o Tratado de Methuen, acordo feito entre Inglaterra e o Brasil Colonial, onde no mesmo, o país britânico tinha dinheiro suficiente para dar um curso aos produtos da indústria têxtil para a colônia, com isso, é possível perceber que a postura de falta de interesse com o setor industrial nacional tem raízes desde sua formação. Nesse cenário, profissionais, como engenheiros, são obrigados a realizarem funções fora de sua área de expecialização, como serviços de uber e, consequentemente, muitas dessas pessoas vão para outros países em busca de emprego.
Além disso, o nosso país possui uma participação na produção de tecnologia de ponta no mercado mundial quase nula. Por esse aspecto, é confirmado, novamente, a reprodução de ações do passado no país atual, visto que, desde muito tempo, a exportação nacional caracterizou-se por itens considerados de natureza primária, como o açúcar na época colonial e, hoje em dia, a soja. Nesse contexto, a migração para países com indústria forte só aumenta, como foi mostrado pelos dados divulgados pela Receita Federal, onde entre 2015 e 2019 aumentou-se expressivamente a saída do país.
Nesse cenário, é necessário que o Ministério da Tecnologia, junto ao da Economia, estimule a participação e entrada do Brasil no mercado tecnológico, estimulando a indústria nacional de ponta, com verbas federais, e garantir também vagas nesse setor, aos “cérebros” que antes tinham de procurar por essas vagas em países do exterior, de modo a impulsionar a participação brasileira no mercado tecnológico.