Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Desde o período Colonial, a sociedade brasileira se acostumou com uma economia baseada na exportação de matéria prima e, mesmo após sua independência, essa característica não se perdeu. Por esta razão, ainda hoje, o país se limita a produzir bens primários e negligencia a iniciativa tecnocientífica, o que resulta na fuga de cérebros. Desse modo, é correto dizer que os desafios para evitar esse fenômeno consistem tanto no escasso auxílio financeiro para os estudos científicos quanto na baixa industrialização do Brasil.
Primeiramente, de acordo com os dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico( CNPq ), menos de 13% das pesquisas científicas conseguiram auxílio financeiro para continuar seus projetos, o que decorre do corte de verbas federais aprovado em março de 2021. Dessa forma, fica claro o descaso do Estado, pois, mesmo em meio a uma pandemia que matou milhares, a ciência é colocada de lado, por isso, essas mentes brilhantes, cujas ideias foram silenciadas, tendem a migrar para outros países em busca de mais oportunidades.
Analogamente, segundo o site Portal da Indústria, os princpais produtos exportados pelo Brasil em 2020 foram soja, petróleo bruto e minério de ferro. Destarte, é notória a preocupação elevada com o setor primário da economia, no entanto, a fuga de cérebros seria amenizada se o Governo potencializasse a indústria, uma vez que esse setor serviria como alternativa para a aplicação das pesquisas científicas, como na produção de energia, no setor biomédico ou na tecnologia informacional.
Portanto, tendo em vista que os prinipais desafios no combate à fuga de cérebros baseiam-se na falta de verbas e na pouca industrialização, tornam-se mais nítidas as soluções. A fim disso, o Governo Federal deve aumentar o capital destinado ao CNPq e ao setor industrial( promovendo incentivos fiscais às indústrias que usassem pesquisas de brasileiros ), por meio de um Projeto de Lei enviado ao Congresso. Por fim, a comunidade científica teria mais oportunidades e a fuga de cérebros seria diminuída.