Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/09/2021
A fuga de cérebros é uma realidade marcante no Brasil. Isso porque as pessoas mais qualificadas têm maiores chances de desenvolver suas pesquisas no exterior. Para combater esse problema, o Brasil deve investir o máximo de recursos possíveis na formação dos cérebros brasileiros e; além disso, é preciso que esses recursos financiem o aprimoramento e as pesquisas científicas.
Inicialmente, é preciso destacar que o governo federal reduziu o investimento na educação em mais de 10%, em relação a 2019, segundo o MEC (ministério da educação). E é esse cenário que deve ser combatido, pois a falta de investimento na educação é o principal motivo para a baixa qualidade na formação de pessoas capacitadas para desenvolver trabalhos no campo científico brasileiro. Essa realidade é um paradoxo, uma vez que a inovação científica é um dos campos mais rentáveis do processo capitalista. O investimento em educação é a garantiade lucros extraordinários, como é o exemplo dos países que desenvolveram vacinas contra a Covid-19.
Não obstante, Além da baixa qualidade na formação dos pesquisadores-cientistas, aqueles que conseguem alcançar este patamar não têm o mínimo incentivo para produção de ciência. As bolsas de pesquisas, que mantêm a sobrevivência de muitos pesquisadores, a cada novo plano de orçamento é alvo de alguma redução, seja ela quantitativa ou qualitativa. Os países que enxergam a ciência com investimento atraem os cientístas, pois oferecem, além de estrutura, um financiamento vultuoso para pesquisa. Assim, em vez de garantir retorno do pouco investimento que fez na formação dos seus pesquisadores, o Brasil se torna um exportador de mão-de-obra qualificada.
Portanto, para vencer os desafios de combater a fuga de cérebros, os governos federal, estadual e municipal devem aumentar o percentual de investimento da arrecadação anual com impostos com a formação dos estudantes, proporcionando-lhes estrutura e qualidade na formação; além disso, o CNPQ, responsável pela criação e distribuição de bolsas de pesquisa, deve receber status de gerador de riquezas, garantindo, assim, que, ante a cortes no orçamento, a ciência brasileira seja tratada com prioridade. Schumpeter, economista do século XVIII, dizia que a inovação é a força motriz do processo capitalista, portanto, sem ciência não há inovação. Governos que não invenstem em educação não produzem inovações, logo, ficam atrasados no processo de desenvolvimento econômico e social dos cidadãos.