Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Na obra “Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal quanto da falta de incentivo aos profissionais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Nesse contexto, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Certamente, devido a falta de ação das autoridades, segundo informações do side G1, muitos profissionais brasileiros qualificados estão deixando o país em busca de melhores oportunidades, tendo em mente um ambiente mais favorável para desenvolver seu trabalho. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo resaltar a falta de incentivo por parte do governo. Partindo desse pressuposto, nota-se que o Brasil desestimula a inovação, seja pela falta de investimentos ou de recursos. De acordo com a pesquisadora Suzana Herculano-Houzel, a ciência brasileira está agonizante, é um ambiente que incentiva a mediocridade. Em carta à revista Piauí, disse ainda que já precisou tirar dinheiro do próprio bolso para bancar suas pesquisas. Tudo isso retarda a resolução do empecílio, já que o descaso para com a comunidade científica contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o impasse. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovações, será revertido em investimentos na área das pesquisas científicas, por meio de um aumento na disponibilidade de recursos e verbas para estudos necessários, bem como a promoção de centros de capacitação profissional, como a construção de mais universidades públicas por exemplo, a fim de promover inovações tecnológicas, resultando na permanência dos profissionais brasileiros no país. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos dessa problemática, e a coletividade alcançará a Utopia de More.