Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/10/2021

O termo “fuga de cérebros” remete à saída de cientistas de um país para trabalhar em outro, por falta de incentivo da nação de origem. Desse modo, essa evasão também ocorre no Brasil, o que é um problema, já que é consequência da desvalorização dos pesquisadores brasileiros e da falta de incentivo a novos estudos.

Em primeira análise, é preciso notar que os cientistas não possuem o devido reconhecimento no País, visto que eles não recebem a verba necessária para desenvolver seus trabalhos, o que gera, em alguns casos, a necessidade deles usarem o próprio dinheiro para dar continuidade às pesquisas. Por conseguinte, muitos deles optam por emigrar a fim de obter empregos melhores e mais reconhecimento, além dos recursos fundamentais para seus estudos, tendo em vista que seus trabalhos não são valorizados em suas nações. Nessa linha de raciocínio, uma matéria do site UOL contou o depoimento da cientista Suzana Herculano-Houzel, a qual alegou que já precisou usar seu dinheiro para pagar por suas pesquisas e que a sociedade científica brasileira não valoriza as grandes mentes que possui.

Ademais, é indubitável que não há incentivo á pesquisa no Brasil, posto que o Estado não investe nessa área, nem por meio de apoio financeiro aos profissionais desse setor, nem motivando outros cidadãos a se tornarem cientistas, mediante programas governamentais, bolsas de iniciação científica etc. Como consequência, existem poucos estudos que foram desenvolvidos no País, tendo em vista o pequeno número de pesquisadores e a dificuldade enfrentada por eles, os quais não recebem o devido apoio, o que faz com que aqueles que desejam seguir essa carreira decidam se mudar para lugares onde há maior incentivo ao seu trabalho. Análogo a isso, um artigo do site G1 apontou que grande parte dos pesquisadores que deixam sua nação de origem buscam países onde receberão mais estímulos para iniciar novos estudos.

Logo, é mister que o Estado tome providências para resolver esse impasse. Portanto, e preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e inovações, por intermédio do dinheiro pago pela população mediante impostos, invista em pesquisas e em propagandas nas mídias influentes, como: televisão e rádio, para que os pesquisadores brasileiros tenham a verba necessária para desenvolver seus estudos e o reconhecimento que merecem por parte da população. Assim, o fenômeno “fuga de cérebros” não será mais comum no Brasil.