Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/10/2021
De acordo com o filósofo e educador Paulo Freire, a educação por sí só não transforma o mundo, as pessoas são transformadas por esta, e, consequentemente, o mundo. No entanto, as possibilidades de progressões sociais são aniquiladas pela ausência de valorização educacional. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de incentivo governamental à ciência e a desvalorização de mão de obra especializada.
Sob esse viés, é mister destacar o descaso do Governo Federal com as instituições de ensino, e, em demasia, com as pesquisas científicas. Dessa forma, de acordo com o padre Antônio Vieira, a boa educação é moeda de ouro; em toda parte tem valor. Sendo assim, os indivíduos portadores de múltiplos conhecimentos encontrarão “refúgios” em países que valorizam a ciência, assim, infelizmente, contribui-se ao regresso do Estado, devido este negligênciar o maior vetor de mudança social, a educação.
Ademais, é de grande relevância o desistimulo dos profissionais portadores de conhecimentos específicos. Desse modo, segundo o economista Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Porém, com o advento da emigração de pesquisadores e cientistas, o país ficará com prejuízos monetários pelos custeamentos feitos até então, devido ao não retorno destes por meio de contribuições internas, sejam por produções inovadoras ou impostos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que venham mitigar a fuga de cérebros no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, criarem ambientes propícios à investigação científica, por meio de verbas educacionais e assistências de recursos aos pesquisadores, a fim de que o país possa ter uma ciência avançada. Somente assim, maneiras de transformações sociais hão de tornar-se real na sociedade hodierna.