Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 31/10/2021

Na série “The good doctor”, o residente de medicina Shaun Murphy é obrigado a trocar de cidade constantemente em busca de oportunidades de trabalho. Analogamente, no Brasil atual, há desafios relacionados ao combate à fuga de cérebros, visto que as pessoas têm se formado em universidades brasileiras e migrado para outros países em busca de meio de sustento. Decerto, isso decorre tanto pela baixa empregabilidade no país quanto pela falta de debates acerca do tema.

Sobretudo, é necessário destacar como o desemprego em alta contribui para a emigração de profissionais. De acordo com o portal de notícias G1, cerca de 14% dos brasileiros estão desempregados em 2021. Assim sendo, é notório que os formados não possuem oportunidade de trabalhar em suas áreas de formação, sendo necessário buscar outros meios de sustento. Ou seja, essas pessoas só veem uma oportunidade internacional e deixam o país, contribuindo com o aumento da taxa de fuga de cérebros. Dessa forma, infere-se que, tristemente, os cidadãos possuem uma vivência difícil como aquela de Shaun Murphy.

Além disso, cabe ressaltar a precária difusão do assunto como outro fator que corrobora esse entrave. Nessa ótica, como afirmou o pedagogo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não consegue transformar a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Em concomitância a essa assertiva, é evidente que a lacuna de debate sobre a perda de profissionais atuantes no mercado nacional, contribui com sua manutenção, visto que, sendo pouco discutido, os sujeitos não tomarão consciência dos prejuízos trazidos ao Brasil, como a perda de recursos financeiros na formação desses indivíduos. Dessa maneira, percebe-se que a escassez de ensino, no que concerne à fuga de cérebros da pátria, faz da afirmação de Freire uma realidade.

Logo, medidas são necessárias para mitigar a saída de profissionais do Brasil. Assim, cabe ao governo federal, Poder Executivo no âmbito da União, por meio de investimentos, alavancar a criação de empregos em todo o território e promover a discussão da fuga de cérebros na mídia, por meio redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram, com o fito de abrir oportunidades aos formados dentro do próprio país e conscientiza-los. Espera-se, com isso, fazer com que aquela realidade demonstrada em The good doctor seja um caso isolado, não uma regra na sociedade brasileira.