Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/11/2021

O seriado da Netflix “O Gambito da Rainha” aprensenta como protagonista uma jovem e promissora jogadora de xadrez. Em dado momento, ela se viu obrigada a deixar seu estado para competir em outros, pois o ambiente em que ela se encontrava não permitia que ela aprimorasse ainda mais suas habilidades. Da mesma forma, a fuga de cérebros no Brasil vem ocorrendo em crescente aumento devido à falta de investimento governamental nas áreas acadêmicas e à estagnação do conhecimento científico no país.

Primeiramente, o descaso do governo com a educação está impedindo a evolução acadêmica dos estudantes brasileiros. Segundo a publicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, feita em seu site oficial, a universidade não poderá retomar as aulas presenciais devido ao corte de verba ocorrido em novembro desse ano, portanto seguirá com o ensino à distância. Assim, os estudantes recebem seu ensino com qualidade reduzida, visto que esse não é o método de ensino padrão oferecido pela universidade. Como consequência, muitas matrículas foram trancadas e diversos estudantes tiveram que procurar por meios alternativos para continuarem seus estudos.

Em contrapartida, há diversos programas de incentivo ao desenvolvimento científico no Brasil, mas eles acolhem apenas um pequeno e seleto grupo de mentes. A exemplo do PIC, Programa de Iniciação Científica, que recruta no máximo dois alunos por escola pública, dentre aqueles que se destacaram na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Dessa forma, a responsabilidade de elevar o padrão científico no país recai sobre uma ínfima parcela dos estudantes brasileiros, o que torna esse desenvolvimento extremamente lento. Em suma, a falta de investimento nas áreas acadêmicas somada à estagnação do conhecimento científico no país diminui a expectativa da permanência das mentes promissoras no Brasil.

Portanto, o governo federal deve realocar recursos para priorizar a educação e, em conjunto com o Ministério da Educação, deve aumentar o investimento em programas destinados ao incentivo científico, a fim de garantir a manutenção de mentes promissoras no país. Por conseguinte, tanto o número de cérebros no Brasil quanto o padrão científico brasileiro serão elevados.