Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/11/2021
A Constituição Federal de 1988, a Carta Magna brasileira, garante, como direito social inerente a todo cidadão, o acesso à pesquisa e à tecnologia. No entanto, hodiernamente, evidencia-se a obsolescência dessa norma constitucional, uma vez que o caminho para a entrada do meio inovador torna-se estreito, resultando a saída de brasileiros promissores para o exterior. Diante disso, urge debater acerca dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, problemática ocasionada não só pelo desmantelo governamental, mas também pelo desvio de uma instituição social.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a omissão estatal no oferecimento de recursos físicos adequados para firmar o avanço acadêmico é um empecilho. Nessa perspectiva, a ação atribuída à máquina pública concretiza a quebra do Contrato Social do filosófo Hobbes - denota-se que o Estados deve interferir nas relações que geram desordem- haja vista que o aumento do grau de entropia é uma das inúmeras consequências impulsionadas pela saída de “cérebros” promissores, como é possível apontar a estagnação do meio técnico-científico nacional. Ademais, passa a ser cada vez mais comum o direcionamento de diversos cientistas para o exterior, em busca de um melhor oferecimento de recursos cientifícos, devido o descomprometimento do gestor nacional na garantia mínima dos insumos e da estrutura necessária. Em suma, desde que a abrangência estatal seja uma irrealidade no cenário de pesquisas, a nacionalização de cérebros torna-se uma utopia ao âmbito nacional.
Outrossim, é lídimo que organizações escolares limita o olhar inovador de seus alunos pertecentes. Nesse sentido, a falta de uma provocação, no rumo da graduação, torna as instituições de graduação superior desinteressantes, resultando na exteriorização dos graduandos e de futuras pesquisas, proveniente de uma consolidação