Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/11/2021

Na série espanhol “elite” é exibida a vida estudantil de um grupo de jovens na instituição de ensino Las Encinas. Ao longo do trama, observa-se a evolução dos personagens Nádia e Lucrécia, estudantes que, devido à dedicação e alto rendimento escolar, apresenta uma bolsa de estudos para deixarem sua nação de origem e continuarem sua formação acadêmica em uma conceituada universidade em Londres. Da forma mesma, nota-se este cenário no Brasil, uma expressão “fuga de cérebros” em inglês que significa a saída de cientistas de um país para trabalhar em países estrangeiros é um obstáculo social grave que, infelizmente, piora devido ao baixo investimento do governo em desenvolvimento científico e tecnológico aea falta de conexão entre as universidades e o mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, é relevante pontuar os baixos investimentos governamentais em ciência e tecnologia como principal desafio no combate a fuga de cérebros no Brasil. Desde os anos 90, os governos neoliberais propagaram uma preocupaçãoante redução de verbas destituídas à pesquisa e inovação que, atualmente, contabilizam apenas 1,3% do PIB, em auxílio a essa área. Sendo assim, observa-se o desamparo a esses profissionais que, sem infraestrutura, financiamento de bolsas de estudos e ausência de equipamentos, veem a possibilidade de prosseguir com seus trabalhos somente através da migração para outros países.

Portanto, convém destacar que a falta de uma atuação conjunta entre as instituições de ensino superior e o mercado de trabalho aumenta o problema. Enquanto no Japão os discentes dos cursos de engenharia e informática são convocados pelas indústrias, para imersão no mercado de trabalho, no Brasil, nota-se o cenário oposto. Tornando-se evidente, a inexistência de ações que integrem graduados no ambiente coorporativo. Sem auxílio para mediar essa ação, esses profissionais encaram dificuldades para garantir uma remuneração satisfatória e materializar seus conhecimentos em território nacional.

Destarte, observe a demanda em mudar este cenário. Logo, compete ao governo federal, por meio do ministério da ciência, tecnologia, inovações e comunicações, criar o “programa nacional de apoio à ciência e tecnologia no brasil”. Com o intuito de conter uma dispersão de mentes, esse programa, assistido por economistas e administradores, deve sistematizar o orçamento público de modo a ampliar os investimentos em setores de inovação. Para mais, essa ação também deve fornecer estímulos financeiros para universidades e redução de impostos para empresas que firmarem parcerias na inserção desses profissionais no mercado de trabalho. Somente assim, será possível transpor essa adversidade e restringir uma migração.