Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/11/2021
Os pesquisadores têm enfrentado grandes dificuldades em desenvolver seus trabalhos acadêmicos em território nacional, o que os motiva a buscar um universo mais próspero à ciência, acarretando na saída de muitos doutores do país. Um problema gravíssimo que o governo ignora e que a cada dia se fixa mais em nossa realidade, como um câncer que desistimula a atual e a futura geração de pesquisadores.
Diante desse cenário de fuga e abandono em massa por parte dos intelectuais do meio acadêmico, torna-se evidente que tal diáspora está intimamente ligada ao desamparo do governo. Conforme a decisão do Ministério da Economia, o Ministério da Ciência e Tecnologia teve 87% da sua verba cortada, o que exemplifica um dos motivos de tantos profissionais qualificados deixarem o Brasil em busca de uma realidade consciente da sua relevância para a sociedade e de um terreno estável para trabalhar suas pesquisas.
Além disso, o cenário atual torna-se inviável não só para os profissionais, como para qualquer indivíduo do meio, principalmente os mais pobres, uma vez que é necessessário o acesso e o alcance de materiais de pesquisas e referencias para a realização dos mesmos. Em meio ao caos no ambiente científico, o atual ministro da economia, Paulo Guedes, levanta discussões à respeito da isenção de livros, o que retarda qualquer mero avanço da ciência nacional e impõem uma elitização do acesso à leitura e uma segregação.
Dessa forma, o poder executivo é falho na efetivação de medidas para acabar com o problema, sendo necessário uma iniciativa cosciente e democrática. O Ministério da Economia deve reconsiderar o palpite da isensção sobre os livros, articulando ideias e promover o contato direto com representantes dessas áreas, para, assim, fortalecer o cenário científico no Brasil e auxiliar no avanço do processo de coletividade, promovendo o respeito e união entre os grupos, pois Thomas Hobbes, filósofo inglês, “é dever do estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade.”