Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/11/2021

O pensador racionalista René Descartes discorre a respeito de como os homens podem obter o conhecimento, a partir do questionamento e da investigação e, sob esse prisma, atualmente, vê-se que  a ciência tem se desenvolvido de maneira constante, sendo a pesquisa canal fundamental para novas descobertas. Não obstante, no Brasil, a ausência de investimentos estatais na investigação e na propagação de informação gera impasses, como a fuga de cérebros, fomentando no declínio do progresso educacional.

Nesse cenário, salienta-se como causa latente da alta emigração de pesquisadores no país, a inobservância estatal, no que tange ao escasso empenhamento nos projetos de exploração científica, ausência de materiais de estudo, dentre outros. Outrossim, o filósofo liberalista John Locke, em sua tese do contrato social, afirma que a educação é direito natural do indivíduo e que é um dever do Estado assegurar a ocorrência disso, todavia, ao evidenciar a precariedade dos investimentos de pesquisa e baixa distribuição rentária nas universidades e laboratórios, averigua-se que essa temática não é pauta prioritária do governo. Consequentemente, a baixa na qualidade de ensino no território brasileiro torna-se cada vez mais evidente.

Ademais, é válido ressaltar que a carência na divulgação dos planos de bolsa de estudo das faculdades federais do país,  promove o aumento no dessinteresse entre jovens que buscam alavancar suas carreiras desenvolvendo projetos técnicos, visto que, por não tomarem nota, muitos indivíduos optam por se inscreverem em programas em outros países. Nesse sentido, o estudo do campo matemático denominado “Teoria do Caos”, expressa que as pequenas mudanças no início de um evento podem traser resultados inimagináveis no futuro e, a esse respeito, nota-se que, se houvesse maior veiculação de informação acerca dos programas estudantis, então, certamente, seria possível cooperar na dinamização tecnológica do país, bem como, reduzir a fuga potêncial de cérebros do Brasil.

Diante do exposto, é imprescindível que o Governo Federal, como órgão atuante em máxima administração executiva, possa agir em prol da educação do país, por meio da implantação de novos planos de pesquisa científica, além de formar parceria com universidades estrangeiras, integrando estudos e profissionais, como também, que sejam divulgadas nas redes sociais e televisão, notícias precisas acerca das bolsas de estudo, incluindo explicações precisas de como participar e prazo de datas. Logo, será possível propiciar um maior desenvolvimento na qualidade da educação superior, além de alavancar outros setores, como o econômico, enaltecendo os potênciais empenhos realizados por diversos jovens brasileiros.