Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 17/11/2021
O advento da Revolução Técnico-Científica-Informacional, em meados do século XX, impulsionou o fortalecimento tecnológico e científico. Embora esse fenômeno tenha sido responsável pela criação da informática, da robótica e da biotecnologia, muitos países como o Brasil, em decorrência da insuficiência de investimentos em pesquisa e ciência e da consequente insegurança profissional, enfrentam diversos desafios no combate à fuga de cérebros. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores, os efeitos e as possíveis medidas relacionadas a esse viés social.
Diante desse cenário, vale ressaltar a negligência governamental como um fator preponderante para a problemática em questão. Acerca disso, é pertinente citar as constantes ameaças de fechamento da Faculdade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2021. Seguindo esse fato, é possível associá-lo à fuga de cérebros no país, tendo em vista que o corte de verbas que eram destinadas à faculdade, criada na década de 20 com o objetivo de expandir os estudos científicos nacionais, dificulta o desenvolvimento de projetos e atividades nessa área. Dessa forma, empecilhos como esse faz com que muitos jovens migrem para países que oferecem melhores oportunidades e perspectivas na ciência e na pesquisa.
Outrossim, é imperioso destacar as consequências desencadeadas por esse problema. A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, assegura o pleno desenvolvimento econômico e social do país. Embora esse código seja essencial para manutenção da ordem, sua garantia é deturpada, uma vez que a fuga de cérebros prejudica o progresso nacional. Isso porque, junto à emigração de profissionais qualificados para o exterior, é perdido um grande potencial de inovação. Logo, é inadmissível que tal fenômeno continue a perdurar.
Por fim, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para coibir esse entrave. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio de políticas públicas, promover o desenvolvimento do campo científico brasileiro, bem como a ampliação de verbas à faculdades e aos tecnopolos de pesquisa. Tais ações teriam a finalidade de valorizar e assegurar a permanência de pesquisadores e cientistas no país. Só então, será factível combater essa fuga de cérebros.