Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/02/2022
O grande filósofo romano, Epicteto, afirmou que só a educação liberta. No entanto, essa ideia é deturpada na sociedade brasileira, uma vez que há desafios no combate á fuga de cérebros no Brasil. Dessa maneira, fica evidente a necessidade de entender os alicerces da problemática: a desvalorização do nível acadêmico, bem como a insuficiência legislativa.
Sob esse viés, faz-se imprescindivelmente ressaltar a desvalorização acadêmica como um dos motores do problema. Nesse sentido, a lei da inércia diz que um corpo tende a continuar o seu estado até que uma força aja sobre ele. Dessa forma, o atual cenário ficará em seu estado até que o Governo mude a situação, visto que a falta de investimento prejudica, por exemplo, a continuidade das pesquisas, o que leva a esses pesquisadores buscarem subsídios em outros países. Logo, cabe ao Estado solucionar o impasse.
Ademais, a restrita eficácia das leis é outro agravador do obstáculo. Diante disso, Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, mostrou que as leis brasileiras são completas na teoria, porém não se concretizam na prática. Desse modo, existe a legislação que garantam os investimentos nos “cérebros” brasileiros, mas esses regulamentos não são realmente efetivados. Então, torna-se claro a importância de concretizar as diretrizes para a resolução da adversidade.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar as situações discutidas. Sendo assim, convém aos cidadãos engajados no assunto criarem uma ONG, por meio da aprovação do Ministério Público. Essa organização, chamada “Pesquisas, já!”, permitirá uma maior abertura ao incentivo privado à pesquisas, bem como, juntamente com a mídia, mostrará nas diversas formas de comunicação a importância do estímulo à intelectualidade acadêmica no Brasil. Enfim, espera-se com essas intervenções, promover o ideal proposto pelo filósofo Epicteto.