Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 23/02/2022

Com o advento da Revolução Industrial, o uso das máquinas passou a dominar a força de trabalho no mundo todo. Devido a esse fato, no Brasil e em diversos países, a qualificação das atividades laborais humanas ficou em segundo plano e resultou na intensificação da “fuga de cérebros”. Isso ocorre devido a falta de investimentos do Estado em tecnologias e à não valorização da educação, o que compromete sua resolução.

É válido destacar, de início, que a falta de recursos tecnológicos disponibilizados pelo Governo é um extremo empecilho para a permanência de profissionais qualificados no país. Nesse sentido, e de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, o Estado atua como uma “Instituição Zumbi”, a qual está presente na sociedade mas não cumpre seu papel de modo efetivo. Dessa maneira, sem os equipamentos necessários e com pouco capital aplicado à ciência e às pesquisas, os “cérebros” emigram para países onde há melhores tecnologias, em busca de valorização de sua mão de obra, fato que deixa o Brasil extremamente desfalcado de pessoas especializadas no mercado laboral.

Além disso, o escasso valor dado à educação é um fator de repulsão para os cidadãos de alta performance no trabalho. Nesse mesmo âmbito, e de acordo com o educador Paulo Freire, em seu conceito denominado “Educação Bancária”, as instituições de ensino só fornecem informações tecnicistas aos alunos, sem se preocuparem com seu desenvolvimento pleno. Desse modo, a falta de conhecimento e essa visão de mundo fornecida pelas escolas tornam o ambiente laboral cercado de maus profissionais que desvalorizam o aprendizado e enxergam os investimentos científicos como atraso, o que repele drasticamente trabalhadores qualificados.

Logo, medidas são necessárias para diminuir a “fuga de cérebros” do Brasil. O Ministério das Tecnologias aliado ao Ministério da Economia, deve promover um investimento considerável em recursos tecnológicos, na ciência e na educação, por meio do projeto de lei “Estímulo à qualificação”, que deverá ser entregue à Câmara. Detalhadamente, essa ação será realizada por meio de parcerias público-privadas e s