Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/04/2022

Em “Os Lusíadas”, Camões narra a expansão marítima portuguesa por um viés antropocêntrico, sendo o homem responsável por suas mazelas e conquistas. Fora da ficção, a realidade brasileira atual demonstra que a sociedade não

entende como é responsável pelo problema da fuga de cérebros do país. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de investimento em pesquisas ciêntíficas, além da ausência de uma infraestrutura adequada.

Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiente destinação de recursos é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, o Positivismo defende o método científico como caminho para a resolução de problemas da humanidade. No entanto, essa corrente filosófica é contrariada na realidade brasileira atual, no que tange à saída de pesquisadores brasileiros, uma vez que os investimentos em pesquisas ciêntíficas são precárias. Isso acontece, sobretudo pelo sucateamento da educação no país, principalmente na última decada, em que todos os anos há corte de verbas - consoante reportagem do G1. Logo, medidas são necessárias para alterar esse quadro.

Outrossim, a inexistência de uma infraestrutura básica ainda é um grande impasse para combater a saída os intelectuais dos centros de pesquisas nacionais. Sob essa ótica, de acordo com dados do Tesouro Nacional, atualmente o investimento em infraestrutura é baixo e configura-se como o menor em 10 anos. Dessa forma, sem infraestrutura não há como atuar na questão da fuga dos pesquisadores, que encontram-se em ambientes precários. Assim sendo, a priorização do dinheiro público em outros setores ou demandas atua como forte empecilho na intervenção do problema, dificultando sua resolução.

Como solução, o MEC, em conjunto com o Poder Público, deve promover maiores investimentos à bolsa de pesquisas de entidades como a CAPES e o CNPQ, a fim de estimular a produção científica no país. Ademais, o MEC precisa, por intermédio da destinação de recursos, aprimorar os locais de pesquisa nas univeridades brasileiras, como a compra de equipamentos ciêntíficos modernos.Feito isso, a retirada de pesquisadores brasileiros será extinta.