Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/05/2022
Carl Sagan, na obra “O mundo assombrado pelos demônios”, diz sabiamente que o conhecimento científico é como uma “vela no escuro”, ou seja, uma esperança de avanço num mundo cada vez mais obscurantista. Dessa forma, observa-se que, com a crescente emigração de cientistas – que é resultado do baixo investimento na área –, o Brasil está em vias de assoprar a “vela” e permanecer no atraso social e no obscurantismo.
A princípio, é essencial ressaltar a displicência estatal em colaborar com essa situação. Sendo assim, a infraestrutura em centros de pesquisas são muitas vezes pouco beneficiadas de incentivos para construção de áreas de conhecimento, como centros de educação e cultura, dotados de laboratórios, por exemplo. Em vista disso, levando em conta o Art. 218 da Constituição Federal de 1988 que estabelece o desenvolvimento científico como prioritário, nota-se que, esse dever não é plenamente efetuado, tendo em vista, os sucessivos cortes de verbas que essa área vem recebendo no país. Desse modo, com seu ambiente de pesquisa menosprezado, o eventual egresso de cientistas para o exterior não é incomum, uma vez que lá encontrarão uma valorização maior.
Além disso, é importante relatar os dados da Receita Federal, de 2020, mais de 20 mil pessoas declaram à saída definitiva do país ,elas, por maioria das vezes, veem fora do país um futuro melhor. Nesse sentido, a falta de valorização social, em não cobrar o governo sobre a importância de pessoas qualificadas e a falta de incentivo, dificulta o interesse de doutores, e mestres a fazerem seus trabalhos no Brasil. Logo, devido a ausência desse encorajamento da sociedade, os “cérebros” optaram por outro pais, tendo um " déficit de cientistas".
Em suma, é necessario que medidas sejam tomadas para o combate à fuga de cérebros. Assim, sugere-se que o Governo Federal, realize a conscientização da valorização à ciência no ambiente social, por meio da construção de espaços científicos, auxílios financeiros e debates sobre a importância da permanência e preservação de pessoas qualificadas no Estado. Por conseguinte, espera-se que os cientistas sejam reconhecidos e entendam seus significados para a formação do país.