Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/05/2022
Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, recebem, de braços abertos, pessoas que procuram melhores oportunidades trabalhistas quando se trata de ciência e tecnologia, providenciando todos os recursos necessários. Já o Brasil expulsa profissionais qualificados para outros países, em razão das condições precárias de emprego e renda ofertadas pelo país, especialmente em setores de tecnologia e de comunicação.
Primeiramente, é importante destacar que o Brasil, desde os primórdios da construção da sociedade, sempre investiu na exportação de produtos agrícolas, sendo no século XVI o açúcar e nos tempos modernos, a soja. Por conta disso, as áreas científicas carecem de maiores investimentos. Tal cenário se intensificou por conta da crise econômica do país, marcada pela diminuição do mercado de trabalho, pela queda da renda da população e pela desvalorização dos profissionais qualificados.
Outrossim, a falta de investimentos nas áreas tecnológicas faz com que profissionais emigrem para outros países que praticam o contrário do Brasil, em busca de melhores condições de trabalho. Porém, essa emigração dificulta o desenvolvimento de grandes empresas e mantem o mercado de trabalho desvalorizado, e, a longo prazo, contribui para a estagnação econômica da sociedade, visto que a mesma carece de trabalhadores competentes e qualificados para o desenvolvimento da mesma.
Portanto, para que o problema seja efetivamente solucionado, é necessário que o poder público implante reformas que façam com que a valorização do trabalhador aumente, e também melhore as condições de trabalho e renda, a fim de incentivá-los a ficarem no país. Só assim o Brasil poderá prevenir a fuga de cérebros para outros países.