Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/05/2022
No livro “O mundo assombrado pelos demônios” o autor Carl Sagan concluiu que, o conhecimento cientifico é uma esperança de progresso numa sociedade cada vez mais obscurantista, como uma “vela no escuro”. Diante da conclusão do autor, observa-se que a evasão dos cientistas do país é uma preocupação. Nesse sentido, em virtude do baixo investimento estatal na área e da desvalorização profissional, surge um complexo problema.
Em primeiro plano, cabe ressaltar o baixo investimento estatal na área. Nesse sentido, considerando que o Artigo 218 da Constituição Federal estabelece o desenvolvimento cientifico como prioritário, é notável que esse dever não é completamente efetuado, tendo em mente os cortes de verbas que essa área recebe. Sob essa lógica, é natural a fuga de mentes cientistas para o exterior como conseqüência, uma vez que encontrarão melhores condições de desenvolver pesquisas.
Ademais, é importante salientar a desvalorização profissional dos pesquisadores. A baixa empregabilidade é um problema freqüente, já que salários baixos são oferecidos, não sendo compatíveis com o cargo se forem comparados a mesma vaga em outros países. Sob esse viés, tem-se como conseqüência a alta taxa de desemprego de pesquisadores e a saídas dos mesmo do país em busca de maior valorização. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram na fuga de cérebros.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Ciência e Tecnologia juntamente com o Ministério da Economia, criar um programa de incentivo á pesquisas cientificas. Esse projeto deve contar com um auxilio financeiro extra aos pesquisadores a fim de evitar que arquem com possíveis gastos em seus estudos. Essa ação pode ser feita por meio da postulação de um projeto de lei juntamente ao poder legislativo. A partir disso, poderá se consolidar a diminuição da migração de cientistas brasileiros.