Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/05/2022

Atualmente, estudos apontam que em 10 anos, universidades federais perderam 73% de verbas. Pela falta de recursos em seu país, as pessoas optam por outro, em busca de melhores condições de estudo. Com a chegada da COVID-19, a ineficiência na educação que já enfrentava problemas antes da pandemia, ficou mais preocupante. O pensamento do filósofo Zygmunt Bauman condiz e defende a ideia da precariedade nos ensinos superiores: “As desigualdades sempre existiram, mas de vários séculos para cá se acreditou que a educação podia restabelecer a igualdade de oportunidades. Agora, 51% dos jovens diplomados estão desempregados e aqueles que têm trabalho têm empregos muito abaixo das suas qualificações.”

Consequentemente, com a migração da população, a mão de obra acaba sendo precária, logo a única solução do Brasil é comprar produtos que poderiam ser feito em seu país, mas como não possui verbas e profissionais para essa questão, a solução é a importação especializadas ou à compra. Um caso bem específico sobre esse modelo de impacto, é o da imunologista brasileira, Daniela Ferreira. Por falta de recursos, Daniela decidiu ir para outro país se especializar. Atualmente, Daniela coordena um dos centros que testa a vacina do COVID-19 na universidade de Oxford. O Brasil arcou com a compra de vacinas exportadas, que com a ajuda da brasileira Daniela, foi criada. Portanto, pela falta de recursos no Brasil, ela não se manteve em seu país de origem. logo, se o Brasil possui-se recursos para adaptar essa brasileira, talvez os gastos não seriam tão grandes para a exportação dessa vacina.

É importante o ministério da educação prestar incentivo aos jovens, para adquirir interesse. Uma boa estrutura, com equipamentos de qualidade, um ensino regular com bolsas de estudos em mestrados/doutorados, geraria um grande interesse e qualificaria melhor as universidades do Brasil.