Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 15/05/2022
O fenômeno conhecido como “fuga de cérebros” não é inédito no Brasil ou em países em desenvolvimento, mas se agravou nos últimos anos. Enquanto a chamada mobilidade acadêmica ajuda os pesquisadores a se exporem a diferentes áreas de estudo, o que é importante para o desenvolvimento profissional dos cientistas, a perspectiva de impedir o retorno do país sugere preocupações com o futuro da ciência no Brasil.
Neste episódio de Entre Vozes, Luciana Barreto conta a história de Ruth e Victor Nussenzweig, um casal que viaja o mundo para trabalhar na ciência e recebe o merecido reconhecimento por seu trabalho no exterior.
Em seguida, a bióloga Cristina Caldas, diretora do Instituto Serrapilheira, e o físico Glaucius Oliva, coordenador do Centro de Pesquisas da Fapesp, descreveram os desafios e os caminhos que os pesquisadores que deixaram o país um dia enfrentaram para retornar ao Brasil.
O desafio de alguns países hoje é manter esses profissionais em seus próprios países e evitar essa “fuga de cérebros”, que não só prejudica o desenvolvimento dos países mais pobres, mas também agrava as já graves desigualdades entre os diferentes grupos étnicos. no mundo todo. Políticas devem ser adotadas para tornar o país um “doador de cérebros” e um polo atrativo para inovação tecnológica. No caso do Brasil, a falta de articulação entre as universidades e o mercado de trabalho e a indústria como um todo é gritante, diferentemente da realidade das economias avançadas.