Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 16/05/2022
O Vale do Silício, absorve uma mão de obra especializada tanto local como estrangeira. Por outro lado, o Brasil configura-se somente como exportador intelectual para países desenvolvidos. Nesse sentido, a baixa capacidade de absorver trabalhadores especializados e a inexpressiva participação brasileira na produção tecnológica mundial colaboram com essa condição.
No que se diz à problemática, o Brasil, historicamente, é incapaz de empregar no setor de alta produção tecnológica. Nesse cenário, profissionais, como engenheiros, são obrigados a exercerem funções fora de sua área de atuação, como serviços de táxi e, consequentemente, muitos desses indivíduos migram para outros países em buscando emprego melhores.
Além disso, o Brasil possui uma inexpressiva participação na produção de tecnologia de ponta no mercado mundial. Portanto, confirma-se novamente a reprodução de comportamentos do passado no país, já que, desde muito tempo, a exportação nacional caracterizou-se por bens como o açúcar na época colonial e, atualmente, a soja. Nesse caso, a migração para países com indústria forte se eleva, como demonstrou dados divulgados pela Receita Federal, no qual entre 2015 e 2019 aumentou-se expressivamente a emigração. Como consequência, o país perdeu ainda mais capacidade produtiva de tecnologia de ponta.
Ou seja, fica bem claro portanto, que a falta de indústria de ponta no Brasil causa a fuga de trabalhadores especializados. Nesse cenário, é fundamental que o Ministério da Tecnologia, aliado ao da Economia, permita a introdução do Brasil no mercado tecnológico, por meio de uma organização na indústria nacional de ponta, com verbas federais, além de garantir cotas e vagas nesse setor aos recém-formados no país, de modo que impulsione e permita a participação brasileira nesse concorrido mercado global.