Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 17/07/2022

O escritor e jornalista Gilberto Dimestein, na obra “O cidadão de Papel”, delata a ineficiência de instrumentos jurídicos, o que evidencia uma cidadania ilusória - metáfora usada pelo autor. Nesse contexto, pode-se associar tal alegação à realidade brasileira, hodiernamente, como os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Mormente, isso é ocasionado pela indiferença estatal e pela ausência de empatia feitos que eternizam essa problemática.

Primeiramente, consoante ao declarado no trecho “Ninguém respeita a Constituição”, na canção da Legião Urbana “Que país é esse”, a omissão do governo impossibilita a resolução dos óbices na contenda em oposição à evasão de pesquisadores brasileiros, visto que existe previsão constitucional de numerário à tecnologia. Por sua vez, essa conjuntura origina-se com falta de recursos para pesquisas, a exemplo do aprimoramento dos laboratórios. Portanto, indivíduos padecem com o desestimulo às inovações e têm as garantias, acauteladas no ordenamento legal pátrio, desprezadas, visto que não há respeito à Carta Magna.

Ademais, o egoísmo no corpo social é um entrave à solução dos embaraços no embate em objeção à partida de cientistas do Brasil. Nesse sentido, em sua tese Modernidade Líquida, o filósofo polonês Zygmunt Bauman afirma que a contemporaneidade é caracterizada pela instabilidade das relações sociais. À luz dessa perspectiva, frisa-se que a inércia coletiva expõe a verdade bauniana ante preocupação das academias com a escassez desses profissionais. Isso decorre devido à compulsão de cidadãos por suas vontades patrimoniais, assim, menospreza-se o futuro. Logo, a insensatez cidadã afeta a continuidade das pesquisas, pois, em alguns casos, chega-se ao absurdo do pesquisador ter que investir o seu próprio capital em seus trabalhos científicos.

Destarte, as associações de incentivo às pesquisas junto com o Ministério da Ciência e Tecnologia devem criar ações esclarecedoras em plataformas digitais, tais como Youtube e TikTok, mediante filmes recreativos sobre obstáculos na lide em objeção à migração de especialistas brasileiros. Diante do exposto, essa dinâmica tem o propósito de mitigar a negligência do Estado e o descaso da sociedade com a empatia, além de refutar as conclusões defendidas em Modernidade Líquida.