Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/07/2022

O filme estadunidense “Lady Bird - A hora de voar” retrata uma jovem estudante e o desejo de estudar longe da sua cidade natal, visto que a obra transparece seu sonho. Assim como no longa, esse cenário está se tornando comum na sociedade, uma vez que o destino de muitos brasileiros é estudar fora do país. Nesse âmbito, a obra cinematográfica entra em sintonia com a nefasta perpetuação dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, já que estão intrinsecamente ligados à falta de investimentos no ensino superior e à péssimas condições de trabalho.

Primordialmente, vale ressaltar que investimentos em busca da melhoria do ensino superior é de grande importância evitar à fuga de cérebros brasileiros. No entanto, apesar de auxiliar no combate da saída de estudantes do Brasil, fica claro uma ausência de aplicação financeira no ramo estudantil, visto que isso reduziria a perda brasileira de mentes brilhantes. Nesse viés, é inadimissível que o governo de um país como o Brasil, que ocupa hodiernamente a 13ª economia mundial, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não invista adequadamente na evolução educacional.

Além disso, salienta-se que condições péssimas nos locais de trabalho estão interferindo continuadamente na fuga de cérebros do Brasil. Desse modo, pode-se afirmar que prova dessa insatisfação é o crescimento na taxa de brasileiros que buscam em outros países por melhores ambientes de trabalho e uma maior valorização dos seus serviços. Tais fatos foram evidenciados no levantamento feito pela Receita Federal, uma vez que o números de pessoas que deixam o Brasil na procura por boas oportunidades de emprego no exterior aumentou, os dados comprovam que vinte e duas mil pessoas deixaram o país, dessa forma, ampliando ainda mais os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, cabe ao governo promover melhorias no ensino superior, por meio de incentivos e investimentos, por exemplo em aulas, laboratórios e até mesmo em bolsas científicas, objetivando reduzir o combate nos desafios da fuga de cérebros no Brasil. Assim, evitando que o filme estadunidense seja colocado em prática.