Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/09/2022
Portugal, no Período Colonial, absteve dos conhecimentos índigenas ao chamar cientistas, estudantes e professores europeus para ocupar o território brasileiro. De forma análoga ao período citado, o Brasil ainda enfrenta a mesma problemáti-
ca de supervalorização estrangeira. Nesse sentido, as exportações dos cientistas e estudantes brasileiros a países desenvolvidos se dá pela falta de investimento na parte tecnológica e cientifíca, assim como pela desvalorização dos profissionais qualificados no país.
Em primeiro lugar, é válido afirmar que, a causa latente da problemática, referi-
da anteriormente, se dá pela falta e investimento financeiro por parte do Estado. Sob esse viés, a biomédica, e brasileira, Jaqueline Goes, responsável pelo sequenciamento do genoma do SARS COV-2, relatou que a principal ajuda, além dos seus estudos, para o resultado da pequisa foi ter uma infraestrutura adequada e proporcional a seus estudos. Com isso, é imprescindível a correlação entre o pro-gresso científico e tecnológico com o investimento do Estado para essas áreas da educação. Pois, com a escassez do investimento para estudos especializados, torna-se impossível materializar as idéias se não há como fazê-los de forma prática.
Outrossim, o Estado desvaloriza a ciência como é estabelecido na Constituição de 1998. O não cumprimento da lei, negligencia profissionais qualificados. Deno- tando-se portanto, entre esse público, a preferência de estudar em outros países no qual não seja o seu de origem. Segundo o jornal ‘‘Nexo jornal’’, entre 2004 e 2021 foi cortada cerca de 60% das verbas destinados a àreas de pesquisas. Portanto, pode-se concluir que, as possibilidades de estudos e crescimento global nesse nicho se tornam cada vez mais precárias no país vigente.
Dessa forma, faz-se necessário a intervenção para sanar a problemática da fuga dos cérebros a países desenvolvidos. Nessa perspectiva, o governo geral deve res-
tabelecer as prioridades de investimentos no país, sendo a educação e a ciência prioridades máximas, através de investimentos em pesquisas para estudantes de cada área científica, seja de universidade ou de escolas como em ensino médio. Para que, só assim, haja o crescimento do país - seja no setor econômico ou intelectual - fazendo com que os cientistas brasileiros permaneçam em seu país.