Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/10/2022

No que condiz polo tecnológico, inegavelmente, o Brasil se classifica como um exportador intelectual para países desenvolvidos. Nesse sentido, desde os primórdios - especificamente a Era Colonial - o país tinha como principal função a exportação de monopólios para o continente europeu, seguindo assim, até os dias hodiernos. Dessa forma, percebe-se a involução no que tange à perda de mão de obra qualificada brasileira, classificando-se como um entrave socioeconômico.

Notoriamente, a cada ano o Brasil sofre com a fuga de cérebros profissionalmente qualificados. Segundo a Receita Federal, nos anos entre 2015 e 2019 aumentou-se expressivamente a imigração de mão de obra qualificada à países como Estados Unidos e Inglaterra. Esse fenômeno é em consequência ao desemprego - no âmbito técnico - que, por sua vez, é responsável pela tomada de decisão dos profissionais formados a deixarem seu país de origem. Em resultado à isso, formenta-se uma ampla taxa de déficit laboral especializada na sociedade brasileira.

Outrossim, a Terceira Revolução Industrial ocorrida no século XX empregou a capacitação profissional ao meio industrial. Tendo isso em vista, e com analogia ao modelo de produção “Toyotismo”, no qual preza pela qualidade do produto final, as atuais grandes empresas globais exigem formação profissional ao empregado. Contrariando-se à isso, no Brasil, nota-se a existência de engenheiros pós-acadêmicos trabalhando em aplicativos digitais de táxi, e por conseguinte, não exercendo sua profissão planejada pela falta de oportunidades na sua área.

Fica evidente, portanto, a problemática sob a perca de profissionais brasileiros, havendo assim, a necessidade de ser sancionada. Para tanto, urge que o Ministério da Tecnologia aliado ao da Economia, executem programas de empregos aos recém-formados, para que seja garantido a contratação à esses profissionais em território nacional. Ademais, o Governo Federal deve criar pólos tecnológicos brasileiros em parceria a multinacionais da área, a fim de ampliar as opções laborais ao meio social atingido. Só assim, o Estado poderá enfrentar à fuga de cérebros brasileiros.