Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/11/2022

Os “tigres asiáticos”, países que cresceram exponencialmente ao longo da histó-ria recente, mostraram ao mundo que a educação é fundamental para o desen-volvimento nacional, especialmente perante a morderna dinâmica econômica mundial. Em contrapartida, a hodierna “fuga de cérebros” no Brasil demonstra que o país continua atrasado em relação à questão, principalmete devido ao seu legado histórico de negligência educacional e à negativa influência midiática.

Mormente, convém discutir sobre a secular desvalorização da educação. Confor-me Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento de sua história. Nesse contexto, a desvalorização da mão de obra qualificada e a falta de incentivos aos centros de pesquisa acompanham o país há décadas, visto que a nação optou por basear sua economia majoritariamente na exportação de commodities e minoritariamente na exportação de tecnologia, o que prejudica o futuro do país em virtude de lucros momentâneos.

Ademais, há também uma influência midiática considerável acerca da problemá-tica. Desse modo, de acordo com Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica. Logo, a falta de divulgação de iniciativas e conquistas da comunidade científica tupiniquim faz com que a opinião pública minimize sua importância, o que gera falta de reconhecimento e desestimula a captação de investimentos e a

permanência dos profissionais da área no território nacional, já que muitos rece-

bem propostas de outros países para continuar seus estudos com maior remune-

ração e infraestrutura.

Portanto, é evidente que tais entraves devem ser solucionados. Para isso, cabe ao Ministério da Educação fomentar uma política de divulgação das atividades dos centros acadêmicos e laboratórios, por meio de anúncios publicitários de pesqui-sas em curso e de seus avanços, transmitidos em canais oficiais de comunicação do governo e em redes sociais, a fim de estimular sua valorização e prover o devido

reconhecimento aos cientistas brasileiros. Assim, há de se construir uma pátria que

enalteça devidamente a educação e a ciência.