Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/11/2022

O astronauta brasileiro Marcos Pontes ficou famoso após concluir sua forma-ção no Brasil e ir para o exterior para exercer-la.Tal fato,porém, ajuda a trazer à tona a questão da fuga de cérebros no país, que persiste devido à ausência de pos-tos de trabalho e à falta de investimentos educacionais no país. Há, portanto a necessidade de um amplo debate sobre como superar estes entraves.

A princípio, é importante ressaltar o aspecto trabalhista nesta questão.Neste viés, o economista americano Jhon Keynes afirma que é dever do Estado assegurar o bem-estar social,promovendo o sugimento de postos de trabalho. Indo de encon-tro a esta premissa e,no contexto da fuga de cérebros, nota-se o descompasso es-tatal em cumprir esta função,uma vez que muitos indivíduos recém formados não encontram empregos para a sua formação no Brasil, o que acarreta para que esta busca seja feita no exterior.Entende-se,pois, a necessidade de reavaliar a atuação estatal no meio trabalhista.

Além disso, é válido salientar o aspecto educacional nesta situação.Neste âmbito, o sociólogo Emille Durkheim afirma que problemas na educação acarretam inúmeros prejuízos sociais. Tal postulado encaixa-se perfeitamente nesta questão, ao passo que a fuga de cérebros no Brasil também é fruto da ausência de oportunidades educacionais, as quais não são ofertadas no Brasil devido às dificul-dades e mazelas sociais do país. Muitos estudantes,por exemplo, buscam no Mer-cosul a oportunidade para estudar medicina dada a dificuldade dos vestibulares nacionais.Compreende-se,destarte,a necessidade de romper com este paradigma.

Por tudo isto, faz-se necessária a intervenção civil e estatal. Neste contexto o Ministério da Cidadania deve, mediante a concessão de isenção fiscal e vantagens locacionais, oferecer incentivos às empresas que possam contratar a mão de obra recém formada e qualificada, no intuito de evitar a exportação de cérebros. Com precisão análoga, o Ministerio da Educação deve fazer levantamentos estatísticos e logísticos a cerca da vigente situação das instituições de ensino brasileiras e propor melhorias pautadas na destinação de recursos, na capacitação profissional, nas parcerias com a iniciativa privada e nas reformas estruturais. Desta forma, estes obstáculos serão superados.