Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/11/2022

O filme “Karate Kid” mostra as dificuldades na adaptação de uma família esta-dunidense que se muda para a China em busca de oportunidades de trabalho. Fora da ficção, a fuga de cérebros também é uma realidade no Brasil, pois muitos indivíduos qualificados emigram para excercer a atividade profissional em outras nações. Tal paradigma tem como principal causa a falta de incentivo à pesquisa no Brasil, que deve ser combatida por prejudicar os avanços no âmbito da saúde.

Antes de tudo,é preciso observar o descaso no fomento à pesquisa como impulsionador da fuga de cérebros. Nesse horizonte, o sociólogo Augusto Comte, através da corrente filosófica positivista, expõe a relevância da ciência para o progresso da sociedade. Em contra partida, nota-se que, no Brasil, há uma negligência pela falta da infraestrura adequada ao pleno desenvolvimento da atividade em questão. Tal fator faz com que muitos indivíduos especializados na área científica não encontrem aporte para a atuação profissional, sendo necessária a busca por oportunidades de emprego fora do país de origem.

Outrossim, é preciso pontuar as consequências da fuga de cérebros no progresso da saúde brasileira. A esse respeito, dados da revista Cidadania e Cultura apontam que, em 2017, 21.216 profissionais qualificados se mudaram permanentemente para os Estados Unidos. Nesse contexto, percebe-se que esse fator representa uma redução no número de profissionais em áreas em que a especialização acadêmica é imprescindível, como nas ciências da saúde. Tal situação chama atenção para a problemática de que, se nada for feito, haverá um comprometimento nos avançoes tecnológicos do país, referentes ao âmbito da saúde, em função da constante diminuição no número de profissionais desse setor que atuam no território nacional.

Portanto, faz-se mister a modificação do quadro atual. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, promover o fomento à pesquisa científica no Brasil. Tal ação deve ocorrer por meio da compra de novos materiais e da construção de laboratórios adequados, com o objetivo de incentivar a atuação de profissionais da área no país. Por fim, os desafios no combate à fuga de cérebros serão mitigados no Brasil.