Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/12/2022
No filme de ação “2012”, os cientistas, de diversas nacionalidades, residem nos Estados Unidos para desenvolverem melhor suas pesquisas. Análogo a essa ficção, no Brasil, também ocorre a fuga de cérebros, como no longa-metragem. Nesse sentido, merecem destaque dois fatores relacionados à problemática: a falta de investimento financeiro na ciência e o imaginário distorcido que supervaloriza países estrangeiros. Logo, medidas devem ser adotadas para minimizar o problema.
De início, é válido evidenciar que a ausência de incentivo monetário é uma das causas da emigração de estudiosos para outros países. Essa situação acontece desde o Brasil Colônia, no século XVI, período em que a educação não tinha sua importância reconhecida. Resquício dessa época, ainda hoje, universidades têm verbas cortadas pelo governo e sofrem um sucateamento, visto que as lideranças acreditam não ser essencial investir na ciência. Tal fato, prejudica os pesquisadores, uma vez que falta dinheiro para dar continuidade em seus projetos. Como consequência, os cientistas são motivados a emigrar para nações que invistam em estudos e em pesquisas.
Além disso, é importante pontuar que existe uma valorização excessiva de países estrangeiros. Durante o Romantismo, movimento artístico, estético e literário do século XVIII, havia o enaltecimento e a implantação da cultura europeia no Brasil, como o modo de se vestir, as técnicas de pinturas e de escrita. Similarmente à essa época, atualmente, ainda ocorre a idealização de produtos, de comidas e da cultura do exterior. Consequentemente, as pessoas se sentem estimuladas a mudar para outros países, já que acreditam que esse local é melhor do que a nação de origem. Com isso, há um favorecimento da fuga de cérebros.
Portanto, é preciso agir para solucionar o problema. Frente a isso, o governo federal deve investir financeiramente na educação, por meio de maiores verbas, as quais viriam dos cortes nos salários de deputados e de senadores, a fim de haver um grande incentivo para o desenvolvimento da ciência no Brasil. Por conseguinte, a mídia deve desconstruir esse imaginário de que o exterior é sempre superior ao Brasil, com a finalidade de evitar a fuga de cérebros, como ocorreu no filme “2012”.