Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/05/2023
Com a chegada da terceira Revolução Industrial, o mundo avançou em ciência e virou dependente da tecnologia. Nesse contexto, é notório o desenvolvimento ace-lerado e a importância que esse mecanismo conquistou. Entretanto, a desvaloriza-ção das pesquisas científicas é um fator preocupante, visto que gerou a fuga de cérebros no Brasil e o combate a isso se tornou desafiador. Logo, a falta de inves-timento em ciência e a ausência de reconhecimento dos profissionais da área são dois fatores que dificultam o combate a imigração dos brasileiros.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a negligência do Estado com a produção de tecnologia no Brasil é um fator que favorece essa problemática. De acordo com Suzana Herculano-Houzel, uma pesquisadora brasileira de destaque mundial, ela já tirou dinheiro do seu próprio bolso para custear pesquisas. Desse modo, é indiscul-tivel que a falta de investimento do Governo desestimula os profissionais a conti-nuarem seus projetos dentro do país quando existem propostas internacionais que são muito mais favoráveis.
Além disso, a falta de reconhecimento aos cientistas torna o trabalho mais difícil. Segundo um depoimento de uma pesquisadora para revista Piauí, a ciência brasi-leira está agonizante. Tal fato pode ser explicado pois o Estado não se preocupa em garantir melhores condições de trabalho e não incentiva que novos profissionais venha a surgir na área tecnológica e científica do território nacional.
Em suma, para que os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil diminua é necessária uma intervenção do Estado. Cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia, órgão responsável por implementar polí-ticas nacionais de incentivo à essas inovações, investir em ciência por meio da cria-ção de novos centros de pesquisas e no incentivo aos profissionais. Tal ação terá como finalidade a redução da imigração de trabalhadores brasileiros para outros países.