Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/08/2023

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, com ausência de conflitos. Todavia, ao contrário da idealização da ficção exposta, é possível observar um notório desafio no que diz respeito ao combate à fuga de cérebros no Brasil, ocasiado por baixo investimento financeiro e pouco incentivo.

Em primeira análise, vale destacar a baixa destinação de recursos como um dos agravantes dessa questão. Nesse viés, Abraham Lincoln, político norte-americano, apoiava o conceito de que cabia às autoridades promover políticas públicas que favoreçam a população. No entanto, contrariando a ideia pregada por Lincoln e colaborando para o aumento na fuga de cérebros no país, é notório que a falta de investimento no setor implica na escassez de recursos e na desqualificação dos profissionais, impactando no atraso de conclusão de pesquisas ou na falta delas.

Ademais, cabe ressaltar também o escasso incentivo como outro perpetuador desse problema. A esse respeito, o filósofo Immanuel Kant, defendia a ideia de que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, tese essa que se correlaciona ao tema, uma vez que seja evidente que a falta de estímulo por parte das entidades competentes (como a não apresentação desse ramo nas escolas, falta de políticas públicas voltadas para a formação desses índividuos, má remuneração, entre outros), reflete diretamenete na quantidade de pesquisadores atuando no Brasil, além de influênciar em seu desempenho e permanência no país.

É evidente, portanto, que medidas devem ser implementadas para solucionar essa problemática. Nesse prisma, a fim de combater a fuga de cérebros no Brasil, cabe ao Governo Federal, órgão de instância máxima do país, atuar por meio da utilização de 2% do PIB brasileiro, na instalação de novos centros de pesquisas focadas nas cidades com melhores índices educacionais e de qualidade de vida, além de custear os recursos necessários e remunerar financeiramente seus estudantes. Assim, aproximando-se da idealização feita por More.