Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/09/2024
A Bandeira Nacional Brasileira, instituída no ano de 1889, contém formas geométricas distintas que são preenchidas por cores vibrantes, as quais, fazem alusão a abundância da fauna e flora do território. Além disso, esse símbolo é marcante por carregar o emblema “Ordem e Progresso”. Nesse sentido, há uma discrepância entre o progresso idealizado e o regresso científico tecnológico presente na sociedade atual. Desse modo, é evidente a negligência governamental na falta de incentivo, investimento e valorização desses setores.
Em primeira análise, é importante destacar a displicência estatal como causa da imigração de mentes talentosas para o exterior. Sob esse viés, na série americana “Grey´s Anatomy”, é retratado o cotidiano de doutores que ensinam médicos internos a se destacarem profissionalmente através da iniciação científica com os laboratótios de ponta a eles disponibilizados. Pararelo a ficção, o Brasil de encontra na contramão dessa realidade, visto que, o país direciona seus investimentos ao meio cultural, incentiva artistas funkeiros a compor letras musicais que fazem apologia a pornografia e enriquecimento ilegal por meio do tráfico de drogas. Logo, tal mediocridade enraízada na cultura brasileira justifica a fuga de cérebros do país.
Outrossim, o problema em questão tende a se agravar nas próximas gerações caso não seja implementado programas de iniciação científica ainda na educação infantil. Assim sendo, segundo o filósofo político Rousseau, é dever do Estado garantir a promoção do bem-estar social, principalmente visar o desenvolvimento coletivo e individual do cidadão. Entretanto, a falta de investimento do governo em equipamentos, laboratórios e projetos de pesquisa fere esse pensamento e compromete a formação da juventude que sonha em seguir essa carreira.
Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Economia investir em equipamentos de ponta, bem como, na infraesturura dos laboratórios de pesquisa, isso, por meio do arcabouço fiscal, a fim de incentivar os estudiosos a permanecerem e se destacarem no próprio país. Ademais, é dever do Ministério da Educação implementar a iniciação científica como matéria a ser avaliada nas escolas, por intermédio de mestres especialistas, com o objetivo de estimular desde a infância o desenvolvimento acadêmico do indivíduo e da nação.