Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 03/09/2021
Durante a Idade Média as mulheres eram julgadas pelo fato de menstruar, algo natural do corpo feminino, mas visto como Tabus pela sociedade da época. Os tempos mudaram, mas há ainda um desafio para o combate da pobreza menstrual, visto que a desigualdade social e o preconceito ainda vigoram no Brasil. Conquanto, estratégias devem ser criadas para mudar tal estigma.
Certamente, a ausência de políticas públicas eficazes inferem no combate à pobreza menstrual. Além disso, a pandemia do Covid-19 intensificou a desigualdade social, no qual milhares de famílias perderam renda. Outrossim, a falta de dinheiro até para comprar alimento quem dirá absorvente “forçou” a mulher, principalmente, jovens e adolescentes a buscar alternativas menos eficazes e que comprometem a saúde íntima como uso de papel ou panos.
Outrora, os Fatos Sociais, de Émile Durkheim, define que a sociedade molda o indivíduo. Contudo, apesar do Brasil ter passado por intensas transformações ao longo dos anos, há ainda um certo “Patriacarlismo” na sociedade que considera a mulher como um ser de sexo frágil. Em suma, a atriz Aline Riscado durante uma “live” em seu “Instagram” menstruou ao vivo, apesar do susto ela pôde debater sobre o tema e ainda quebrar um dos muitos tabus que ainda existem quanto a menstruação. Afinal, como ela mesmo relatou - menstruar é vida.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para mudar tal cenário preocupante. Por isso, mesmo com a aprovação da Lei na Câmara dos Deputados para distribuição gratuita de absorvente, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de conscientização sobre a menstruação com o intuito de quebrar um dos muitos estigmas existentes. Em suma, empresas privadas em troca de benefícios fiscais podem promover palestras nas escolas e até mesmo fornecer consultas e doar absorventes para quem precisa. Dessa forma, menstruar se torna algo normal como deve ser.