Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 26/08/2021
Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da inacessibilidade aos produtos de higiene por alguns brasileiros marginalizados. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil sejam cessados.
Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição da laicidade estudantil acerca do desenvolvimento humano, sobretudo, sexual para o descaso à solução no acesso a absorventes pelas jovens. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa), o Brasil encontra-se com a qualidade educacional estagnada há quase uma década frente aos demais países do globo. Dessa maneira, é possível inferir que a educação carece de melhorias, para além da abordagem de matérias tradicionais, como a matemática, cobradas em vestibulares de todo o país, mas no ensino de assuntos que envolvem o conhecimento, por exemplo, da sexualidade, que rompe com os “tabus” persistentes em âmbito social. Por isso, a menstruação, por não ser discutida, é um assunto de repulsa entre os adolescentes, os quais, muitas vezes, não possuem conhecimento do porquê da ocorrência do ciclo menstrual e não toma os cuidados preventivos a partir do uso de absorventes em determinada semana do mês. Então, é preciso que haja uma reforma no currículo escolar de modo a garantir o ensino político de assuntos recorrentes nesse período e no futuro próximo, quando forem adultos.
Outrossim, é imprescindível mencionar a alta concentração de renda como um fator primordial para a manutenção da pobreza menstrual no Brasil. Segundo o “El País”, portal de notícias, cerca de 1% da população detém 30% da economia nacional. Dessa forma, nota-se que grande parte da população brasileira vive em condição de miséria, a qual, muitas vezes, não possui, nem mesmo, posse de alimentos necessários para a sobrevivência. Assim, indaga-se como a mulher terá condições econômicas de comprar absorventes, quando, na verdade, não é ofertado o mínimo. Em suma, o Estado precisa oferecer maior assistência a essa parcela da população.
Portanto, evidenciam-se condutas para que não haja desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Por conseguinte, o Estado deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, promover uma reforma curricular nas escolas de cada região, com palestras administradas por profissionais da saúde, a fim de tornar acessível e obrigatório a orientação menstrual aos jovens, além de oferecer absorventes nos banheiros sociais. Por fim, o progresso será inevitável.