Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 25/08/2021

O sociólogo T.H Marshall identificou que os direitos civis, sociais e políticos formam a sociedade moderna. No Brasil, entretanto, os desafios no combate à pobreza mestrual rompem com esse postulado, representando um problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.

Em primeiro lugar, é indubitável que o descaso do governo está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, segundo o filósofo Thomas Hobbes, " É dever do governante assegurar o bem-estar de todos os cidadãos". Esse pressuposto permite afirmar que se o Estado não fizer políticas públicas que garatem, de modo eficaz, o acesso à higiene mestrual, muitas meninas e mulheres continuarão sendo vítimas da pobreza mestrual. À vista disso, é interessante ressaltar que, muitas vezes, acontece um descuido do governo em relação a população mais pobre, o que faz com que iniciativas de distribuição e arrecadação de higiene mestrual não ocorra. Dessa maneira, as mulheres mais pobres vivem à margem da sociedade e seus direitos são violados e negados.

Outrossim, conforme Sócrates, " Os erros são consequência da ignorância humana", logo, o desconhecimento em relação as causas e consequências da pobreza mestrual, contribui, diretamente, na problemática. Dessa forma, é válido destacar que a escola, principal instituição de formação social e do pensamento crítico, não recebe incentivo sucifiente para abordar o assunto dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de joves alienados. Por consequência, esses indivíduos não compreendem e observam a pobreza mestrual como um problema social e não lutam pelo combate de tal empecilho. Então, ocorre uma dificuldade de discussões profundas sobre o tema, o que acarreta a persistência da pobreza mestrual na vida das mulheres.

Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar o Brasil dessa questão. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno dentro da sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência a importância do debate sobre a mestruação e da pobreza mestrual, de modo que o primeiro passo seja transformar a base curricular escolar e colocar o problema nos livros didáticos, para o aluno adquirir novas competências e habilidades e, assim, aumentar sua criticidade em relação ao tema e lutar pela resolução dos problemas sociais. Dessa forma, tem-se um país em que os direitos previstos pelo Marshall são respeitados.