Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/08/2021
No Brasil, as mulheres só puderam ter direito de votar em um candidato político em 1937, muito tempo após a República Federativa ter sido instalada. Com isso, percebe-se que a mulher está atrás no que tange os direitos do cidadão há anos, e um grande exemplo disso é a percepção de que os produtos de higiene pessoal disponibilizados em instituições públicas, como presídios e escolas, só leva em consideração a necessidade do homem. Nesse sentido, fica claro que aquilo que mais dificulta medidas que ajudem a população femina mais carente, não é a falta de dinheiro mas sim a estrutura machista do Pais.
Dessa forma, fica evidente que o poder legislativo composto por uma grande maioria de homens brancos e ricos dificilmente aprovarão medidas que beneficiarão mulheres que, na maioria das vezes são negras, não têm condições de comprar um absorvente para suprir as suas necessidades fisiológicas. Por isso, é tão importante que o Projeto de Lei aprovado na câmara e criado pela deputada Tabata do Amaral, segundo o jornal Folha de São Paulo, que tem como objetivo conceder absorvente para mulheres carentes, seja valorizado pela população e sofra pressão para sua ampliação.
Por conseguinte, é de suma importância que se discuta, também, o fato de que entre as desigualdades entre homens e mulheres há disparidades entre brancas e negras. Desse modo, uma pesquisa feita pela CNN Brasil corrobora o que foi dito acima: “Mais de 4 milhões de meninas não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. Meninas negras têm três vezes mais chances de viverem nessas condições do que as brancas”. Assim, evidencia-se que a estrutura brasileira está errada.
Portanto, é necessário que o Governo Federal adote medidas no intuito a amenizar o quadro atual, que está pautado no descaso com mulheres, sobretudo negras. Sendo assim, faz-se indispensável que o Ministério da Saúde juntamente com o da Cidadania criem programas sobre qual é a importância de se combater a popreza menstrual e como ela atrapalha a vida de muitas mulheres, por meio da criação de grupos femininos de cidadãs que já passaram isso na pele e entendem as suas necessidades. Somente assim, a mulher brasileira será vista com um pouco mais de carinho e sentirá que tem o mínimo para enfrentar o dia-a-dia.