Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/08/2021

‘‘O inferno são os outros’’. A afirmação, atribuída ao filósofo frances Jean-Paul Sartre simboliza claramente a maneira como a sociedade em volta do indivíduo pode prejudicar a sua saúde e o seu bem-estar social. Nesse sentido, a análise do pensador associa-se aos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, já que a comodidade da população e a passividade estatal perpetuam essa situação degradante no país. Dessa forma, a cosncientização da população e a eficácia de políticas governamentais são medidas a serem debatidas e consolidadas para mitigar tal problemática.

Em primeiro lugar, é evidente que a falta de debate familiar sobre a menstruação na adolescência molda um estereótipo no que tange aos cuidados e higienização da mulher. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, a família é uma insituição primária de socialização na qual exerce uma coerção que molda e inflencia a conduta do indivíduo integrado em sua estrutura. Nesse viés, a lógica de Durkheim explica tal entrave no processo do autocuidado menstrual, uma vez que sem o debate com a sua família, a adolescente em seu primeiro ciclo de menstruação sente-se e isolada e desnorteada quanto aos processos de higiene de suas partes íntimas, o que deixa o indivíduo sujeito à infecções vaginais. Dessa forma, a consncientização das famílias nacionais é necessária para mitigar tal problemática.

Em segundo lugar, cabe ressaltar que a escassez de projetos governamentais de assistência médica e material acentuam a precarização da higienização feminina. Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito do acesso à saúde e o amparo social como um dever do Estado, tal afirmação não é efetiva na prática. Isso porque, nota-se a presença de inúmeras políticas de preservação sexual no território brasileiro, no entanto, a mesma atenção estatal não é atribuída para a acessibilidade aos ginecologistas e na distribuição de absoventes para a população de baixa renda. Sendo assim, o desamparo à essa parcela social agrava os processos de doenças causadas pela falta de higiene pessoal e sexual no país. Por isso, investimentos são imprescíndiveis para reverter tal quadro.

Portanto, infere-se que políticas de cosncientização e de saúde fazem-se necessárias para mitigar essa problemática no Brasil. Desse modo, o Governo Federal deverá criar um projeto para conscientizar as famílias brasileiras sobre o debate e a orientitação de adolescentes em seus primeiros ciclos menstruais, por meio  de anúncios midiáticos, com a finalidade de promover orientação e o autocuidado desde os primeiros ciclos da mulher. Ademais, o Ministério da Saúde deverá criar um projeto de higienização feminina no território nacional, por meio da maior acessibilidade à consultas médicas e a distruição gratúita de absovertes, com o intuito de garantir a higienização pessoal e a assistência na preservação das partes íntimias. Por fim, tais medidas mitigarão tal problemática no país.