Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 26/08/2021

Desigualdade social e pobreza menstrual no Brasil.

De acordo com a declaração universal dos direitos humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos humanos”. Contudo, é visto o oposto, uma vez que há desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, onde fica evidenciado uma desigualdade social. Dessa forma, faz-se necessário mencionar a situação financeira da população como causadora do problema, e de futuros problemas de saúde em algumas mulheres como consequência.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a situação financeira contribui para a permanência desse problema, visto que, cidadãos sofreram com o fechamento de empresas no período pandêmico do covid-19, tendo em vista que uma crise financeira irá atingir diretamente mulheres em relação aos cuidados com sua saúde. Além disso, Zenaide Maia estima um gasto de R $ 30 por ciclo menstrual. Ela destaca que, quase 13% da população vive com menos de R $ 246 reais por mês, “menstruar se torna caro”. Assim, fica claro a desigualdade social, onde apenas as pessoas de classe média para alta podem comprar esses intens de higiene, sem que falte dinheiro para outras necessidades, como sustentar a casa.

Em segundo lugar, também fica explicito a falta de ações públicas quanto ao bem-estar das pessoas que menstruam, em um país com alta desigualdade social, itens básicos de saúde pública são tratados como artigos de luxo. Em função da falta de recursos básicos da mulher, então, recorrem a métodos inseguros para conter o fluxo sanguíneo, utilizando míolos de pães e até jornais, consequentemente essas pessoas tendem a erros contrários.

Portanto, medidas são essenciais para dar a essas pessoas o bem-estar desejado, assim cabe ao governo federal junto as prefeituras, promoverem ações voltadas na distribuição de absorventes e itens de higiene básicos. Tal ação deve frizar a importância de locais públicos como escolas, postos de saúde estarem abastecidos sempre com esses itens, e para pessoas que menstruam terem então acesso à saúde de qualidade, e mulheres não sofram mais por falta de acesso a produtos básicos.