Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão possui a garantia da dignidade humana. Em contrapartida, inaceitavelmente, a população sofre com a realidade da pobreza menstrual. Sob essa perspectiva, é crucial destacar a falta de acesso a itens básicos e a desinformação como desafios para o combate da adversidade.

Em primeiro plano, de acordo com John Locke, filósofo iluminista, o contrato social é violado quando o Estado não supre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde. De maneira análoga, faz-se necessário evidenciar a escassez de produtos higiênicos para as brasileiros de baixa renda - como o absorvente - , acentuando, assim, a desigualdade social, pois os indivíduos buscam outras alternativas, mesmo que precárias, para suprir a carência do item básico, prejudicando, portanto, sua saúde. Logo, o contrato social é transgredido.

Além disso, no seriado “Anne com E”, a protagonista, ao ter a primeira menarca, desespera-se e alega estar com hemorragia ou uma doença grave. Em seguida, sofre repressão de suas colegas ao retratar o assunto. Paralelamente, brasileiros carecem de informação acerca da menstruação e como agir ao se deparar com o período menstrual, ademais, a discussão é desfavorecida por ser tratada, ainda, como tabu.

Portanto, é essencial a tomada providências para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge aos órgãos governamentais ofereçam cestas básicas que contenham itens de higiene menstrual básica, como o absorvente, através de programas sociais de atendimento aos indíviduos estejam desamparados, a fim de que a população possa ser favorecida. Ademais, urge que o Ministério da Educação e Cultural (MEC), por meio de oferta de debates nas escolas, oriente os estudantes sobre a menstruação e ofereça informações ampliamente, para que todos saiam conscientes. Somente assim, será possível combater a pobreza menstrual no Brasil e garantir a dignidade humana.