Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 18/10/2021
A Constituição Federal de 1988, documento de grande importância nacional, garante em seu artigo 6º o direito de todos os cidadãos brasileiros a saúde e a educação. Contudo, ao observar os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil percebe-se que tais ações não estão sendo promovidas com êxito. Em virtude da pobreza e a falta de acesso a higiene básica, as mulheres em situação de vulnerabilidade, principalmente jovens, acabam sofrendo as consequências da desigualdade.
Indubitavelmente, a desigualdade social, juntamente ao tabu colocado sobre o assunto, são fatores agravantes da situação. O alto custo dos materiais de higiene, como o absorvente, e a falta de informação fazem com as famílias que possuem poucos recursos não entendam a importância e a essencialidade desses materiais. Assim, não utilizando o pouco de dinheiro que têm com produtos que julgam “desnecessários”.
Entretanto, os problemas não se encontram apenas nas causas da pobreza menstrual, mas estão muito presentes nas consequências dessa. Afinal, a menstruação é um fluxo de sangue continuo durante sete dias e acaba impedindo que durante esse tempo a pessoa, sem os materiais adequados, consiga fazer suas tarefas do cotidiano. As jovens são as mais afetadas visto que, 1 a cada 4 meninas precisam faltar a aula por causa da menstruação e algumas, na tentativa de conter o fluxo, utilizam objetos inapropriados, como miolo de pão, jornais, entre outros, podendo assim gerar diversas doenças e infecções genitais.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve disponibilizar gratuitamente os utensílios de higiene básica por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos Deputados. Nele deve constar a obrigação do Estado em promover o auxilio menstrual a todas as mulheres necessitadas afim de que todos possuam acesso igualitário à saúde. Espera-se com essa medida combater a pobreza menstrual no Brasil.