Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 30/08/2021

Conforme pesquisas do portal de notícias CNN, mais de 4 milhões de meninas não possuem acesso a itens básicos de higiene para menstruação. Diante do exposto, percebe-se a necessidade de combate à pobreza menstrual que, devido ao alto número de famílias em situação de carência, além da falta de informações acerca dos cuidados de higiene básica, afetam o cotidiano de diversas brasileiras.

Primeiramente, o alto índice de pessoas em situação de pobreza contribui para a existência do problema. De acordo com dados do IBGE, mais de 18% das famílias brasileiras vivem com menos de um salário mínimo por mês. Nessa perspectiva, evidencia-se  a carência de renda de muitos lares, que na tentativa de sobreviverem, acabam tendo que abdicar de produtos de higiene, como absorventes e outros itens de limpeza. Dessa forma, diversas mulheres tornam-se vítimas da pobreza menstrual, visto que não possuem acesso a esses produtos de forma gratuita.

Além disso, a falta de informações sobre os cuidados de higiene é outro fator que deve ser enfrentado. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 40% das adolescentes não possuem acesso a informações sobre os cuidados de higiene íntima. Com base no dados abordados, percebe-se a carência de conhecimento de diversas meninas acerca de como cuidar de seus corpos durante o período de menstrual, além de resultar que muitas delas, devido a falta de absorventes, utilizem objetos indevidos, como jornais ou tecidos e, consequentemente, adquiram possíveis doenças e infecções.

Sendo assim, medidas são necessárias para resolução do problema. Portanto, o Ministério da Saúde, deve criar projetos de distribuição de conjuntos de higiene, que visem atender as demandas das mulheres durante o período menstrual. Para tal, é necessário a disponibilização de verbas, afim de possibilitar a compra e entrega dos produtos. Dessa forma, espera-se mitigar os índices de pobreza menstrual no Brasil.