Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/08/2021
A série norte-americana “Orange Is The New Black” conta a história de uma moça branca no sistema carcerário. São vários os momentos em que questões femininas são levantadas, como é o caso do uso de absorventes e em como eles não chegam nas penitenciárias e as mulheres encontram-se em péssimas condições de higiene. Não só nas telas, essa é uma realidade brasileira, a negligência governamental com a saúde e higiene feminina e o tabu social são os principais motivos disso.
Nesse sentido, é importante lembrar que a saúde e bem-estar de todos faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do Brasil (ODS), mas não é isso o que acontece com as mulheres, pois, diariamente, elas se encontram em situações difíceis e sem nenhum suporte. Como aconteceu no próprio Senado Brasileiro, visto que o primeiro banheiro feminino foi construído somente em 2016, ou seja, 55 anos após sua inauguração. Por isso, a menstruação em ambientes de trabalho torna-se uma situação constrangedora para a mulher.
Além disso, a menstruação ainda é um tabu na sociedade brasileira. Segundo dados da revista Johnson & Johnson, 57% das brasileiras sentem-se sujas e inseguras durante o período menstrual. Certamente, os ambientes de convívio influenciam novamente sobre isso. Se, as escolas tratassem mais sobre educação sexual e disponibilizassem os itens higiênicos femininos necessários nos banheiros, a menstruação seria compreendida e mais fácil.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Educação deve criar novas políticas públicas, poderá chamar “Bolsa Menstruação” e terá o objetivo de garantir a higiene feminina no período menstrual. Isso deve ocorrer em todo o país, nas escolas e empresas e apresentar supervisão mensal feminina para garantir que os itens sejam distribuídos de forma justa para todas as mulheres, buscando diminuir a pobreza menstrual e o tabu no país.