Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 26/08/2021
Não é novidade que o sistema sanitário do país é precário, principalmente quando o assunto é saúde da mulher. E ainda que a maioria delas tenham acesso a higiene mentrual, há uma minoria, embora significativa, que não tem condições ou informações sobre esse ciclo natural do corpo feminino, mesmo sendo declarado pela ONU, Organização de Nações Unidas, um direito a ser tratado como saúde pública. Por conseguinte, é nítido que o Brasil enfrenta desafios no combate à probreza menstrual devido a falta de educação sexual em escolas, e o difícil acesso à higiene íntima acarretada por uma desigualdade social.
Embora haja muitas opções de produtos para o cuidado feminino, a maioria não possui um preço acessível para toda a população. Portando, não são de fácil acesso para aquelas que não tem o privilégio de gastar dinheiro com absorventes descartáveis, logo se expõe a infecções utilizando de outros métodos para conter o sangramento, como pedaços de panos ou até mesmo folhas de jornais. Sendo assim, muitas jovens que passam por situações desconfortáveis como essas, abandonam o período escolar por não ter condições de se proteger adequadamente.
Além da falta de acesso à higiene básica, outro desafio enfrentado por diversas mulheres e adolescentes é a desinformação sobre o próprio corpo e seus ciclos hormonais. Entretando, a educação sobre o fluxo menstrual, na qual explica que o mesmo é composto por sangue e tecido interior uterino, que decorre da descamação do endométrio de um útero não fecundado, é extremamente necessária para que jovens tenham informações sobre o que acontece consigo mesma e assim conseguir cuidar de si. Visto que esse assunto ainda é um tabu para muitas pessoas, é de suma importâcia que ele seja desmistificado e cuidado abertamente para um público cada vez maior.
Sendo assim, com o apoio do legislativo, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos e o Presidente da República deveria democratizar o acesso para cuidados íntimos por meio da distribuição de absorventes nas Instituições de Ensino e farmácias. A fim de diminuir o perigo de infecções através do uso de materiais inadequados para conter o sangramento menstrual, e oferecer um apoio acessível para aquelas que precisarem. Além disso, outra solução que poderia ser feita é a implementação de educação sexual nas grades escolares, realizada pelo MEC, Ministério da Educação. Para que haja uma conscientização e desmistificação do processo que o corpo feminino passa todo mês, além de transmitir conhecimento sobre as novas formas de cuidado íntimo relacionado a preservação ambiental, que infelizmente ainda é muito pouco falado.