Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/08/2021
Historicamente, no século XX, a urbanização brasileira sofreu diversos contrastes referentes à qualidade de vida de muitas pessoas. Em meio a isso, exemplos como o desemprego e a crise financei-ra no Governo Collor colaboraram para essa lamentável realidade. Nesse contexto, é possível afirmar que, hodiernamente, o ineficaz acesso sanitário pela desigualdade social no país e a ausência de polí-ticas públicas para combater à pobreza menstrual tornam-se fatores preocupantes no cenário nacional.
Em primeiro instante, é imprescindível entender acerca dessa problemática, a partir da descri-ção de causas e consequências presentes no cenário nacional. Somado a isso, em uma reportagem realizada pelo portal de notícias G1, em 2020, cerca de 19 milhões de brasileiros estavam em situação de pobreza, a qual afeta, continuamente, diversas mulheres pela crise sanitária. Outrossim, é categórico ressaltar que a vulnerabilidade social que essas vítimas são expostas, lamentavelmente, comprome-tem-as com sérios riscos à saúde higiênica, sendo essa uma importante área na prevenção de enfermi-dades que encontra-se em colapso no país.
Em segundo instante, é fundamental enfatizar sobre as divergências existentes nessa proble-mática. Nesse sentido, em uma matéria publicada pelo programa jornalístico Profissão Repórter, em 2019, na cidade de São Paulo, a crise higiênica presente nas favelas preocupou diversos especialistas pelo desconhecimento de muitas mulheres quanto aos cuidados básicos da saúde menstrual. Ademais, consequências como proliferações de agentes externos e bactérias nas partes íntimas femininas e o surgimento de infecções no útero pelo descuido de limpeza pessoal são alguns exemplos dessa lastimável realidade. Por conseguinte, é relevante ressalvar que a importância do poder público para auxiliar no combate desses desafios faz-se crucial para melhorias internas, as quais carecem de apoio político e de investimentos para abranger melhor assistência na intervenção desses problemas.
Consoante aos aspectos mencionados, é evidente a necessidade de medidas, a fim de solu-cionar essa repugnante situação. O Estado, portanto, por intermédio da implementação de leis, as quais
destinem recursos públicos e total apoio social para intervir nessas divergências, por meio de palestras nas escolas, campanhas publicitárias e maior distribuição de acessórios de higiene menstrual nos hos-pitais, deve aplicá-las, com o intuito de combater, positivamente, esses recorrentes problemas. Dessa forma, tal ato será primordial para o bem-estar de diversas mulheres. Só então, o Brasil terá promissó-rios avanços sobre esses desafios.