Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 11/10/2021

No documentário “Absorvendo o Tabu”, é retratada a realidade de mulheres indianas em que no seu período menstrual não possuem acesso à absorventes. Nessa perspectiva, muitas brasileiras enfrentam situações semelhantes, visto que a falta de higiene menstrual impulsiona a falta da frequência escolar e a baixa auto estima ocasionada pela negligência governamental e pela desigualdade social.

Em primeiro plano, é necessário salientar a falta de comprometimento do Governo Federal perante a pobreza menstrual, uma vez que a falta de destribuição de absorventes para mulheres de baixa renda, infelizmente não é exercidade e, consequentemente acaba dificultando seu rendimento escolar, visto que com o ciclo menstrual a mulher deve utilizar produtos de higiene íntima. Nesse sentido, o filosófo pré- socrático, Heráclito de Éfeso, cita: Nada é permanente, exceto a mudança. Analogamente, com a mudança do sistema político à frente da pobreza menstrual facilitará o acesso de produtos essenciais para higiene, ocasionando uma mitigação nessa problemática.

Em segundo plano, a desigualdade social é um dos fatores para que a pobreza menstrual continue crescendo gradativamente. De acordo com o estudo Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos, mais de 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio. Dessa forma, é notória as diferenças sociais no Brasil, já que as pessoas estão cada vez mais movidas pelo individualismo e ignorando essas adversidades, e com isso acaba contribuindo para que grande parte dessas mulheres não tenham possibilidade de utilizar mantimentos de higiene pessoal. Logo, medidas são necessárias para que esses obstáculos sejam revertidos.

Destarte, o Governo Federal deve investir em distribuições de absorventes, fornecendo mais atenção nas regiões precárias  onde a maioria das mulheres, infelizmente, carecem desse produto higienico, por meio da canalização de recursos e de doações. Ademais, o Ministério da Saúde, junto com a mídia, deve criar debates com o objetivo de informar as pessoas sobre a importância do combate à pobreza menstrual, através da televisão e de lives nas redes sociais mais utilizadas.