Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/08/2021
A primeira menstruação é um evento na vida de muitas meninas, que pode traser entusiasmo. No entanto, para uma grande parte da população femenina brasileira, as questões são outras, a pobreza mesntrual, quando, além de não ter acesso as informações das mudaças de seus corpos, ainda não possui itens de cuidados intimos menstruais. Nesse sentido, observa-se um delicado problema relacionado aos desafios no combate da desigualdade nos cuidados menstruais causados por um silenciamento midiático e uma ineficiencia legislativa.
Em primeiro plano, evidencia-se que o silenciamento da midia torna mais dificil o combate a pobreza menstrual. Consoante ao sociólogo Pierre Bordieu, “aquilo que foi feito como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica”, assim sendo, a midia, como instrumento democrático não cumpre seu papel, uma vez que não discute o tema e o torna público, prejudicando o conhecimento e a compreenssão da sociedade quanto ao tema.
Além disso, outro ponto relevante é a ineficiencia das leis existentes. Segundo os direitos sociais, todos tem pleno direito a saúde e educação, sem distinção de qualquer natureza, porém, muitas gatoras são desamparadas por essa lei, tendo em mente a auxencia de itens básicos de cuidado intimo e por não receberem informações quanto as transformações do corpo femenino e à educação sexual.
Portanto, é necessário que o Ministério da saúde em parceria com o Ministério da educação, desenvolva campanhas voltadas as jovens que sofrem com a pobreza menstrual e disponibilize itens de saúde intima à população carente, além de promover uma ampla discussão em meios midiáticos, que inclua propagandas televisivas e debates. Sendo assim , o intuito de tais medidas é a erradicação da desigualdade ao acesso a itens básico intimos e a concientização da população quanto ao tema. Logo, essa ação pode muda a vida de muitas jovens e o futuro do Brasil.