Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/08/2021

Historicamente, a Primeira Revolução Industrial, ocorrida em 1750, foi responsável pelo início da modernização das fábricas com a introdução das máquinas a vapor. Outrossim, o processo de desigualdade social tornou-se evidente no período, visto que os detentores dos meios de produção, em busca do maior lucro possível, utilizavam de formas de trabalho degradantes -alta carga horária, baixos salários e alto risco físico-. Logo, o problema atual relacionado aos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, referem-se à falta de investimento em saúde e educação para a melhoria da qualidade de vida das mulheres.

A príncipio, o sociólogo Florestan Fernandes, ao criticar o termo “Democracia Racial”, isto é, ideal de solidariedade entre brancos, índigenas e negros, utilizado como artífice fundamental para os fatos ocorridos na história do Brasil -escravidão, pobreza e manutenção da estrutura social- retratou o termo como a base da desigualdade de vida entre os brasileiros. Desse modo, o intelectual instituiu a educação como principal instrumento para o término do processo de exploração, a partir da defesa pelas escolas públicas, que seriam capazes de proporcionar acesso a água e saneamento básico, principalmente para as meninas em situação de pobreza menstrual, além da apreensão pelo alunos dos ensinamentos necessários, a fim de alcançar a melhoria da situação econômica vivenciada.

Nesse sentido, a importância do acesso à educação perpassa aos ensinamentos compartilhados e exemplifica a possibilidade das mulheres em ter o mínimo de alimentação e higiene pelo menos no período escolar. Assim, o Organização das Nações Unidas (ONU) criou o projeto “Agenda 2030” com o intuito de melhorar diversos problemas sociais e econômicos que impedem a redução das desigualdades no Brasil. Entre os objetivos, encontra-se o trabalho para garantir “Água potável e saneamento” o qual visa alcançar o acesso equitativo à saúde para todos, com especial atenção para as mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade, devido a situação de pobreza menstrual crescente.

Afinal, para combater à pobreza menstrual no Brasil é imperioso que o Ministério da Saúde solicite o auxílio da Organização Mundial da Saúde (ONU) para a efetivação da “Agenda 2030”. Para isso é necessário a contratação de médicos, enfermeiros e cientistas sociais que irão dirigir-se às regiões escolares mais necessitadas, distribuindo os materiais necessários -absorventes e sabonetes- às garotas. Além disso, realizarão palestras explicativas sobre o período menstrual, vida sexual e sexualidade. Somente assim, com a união do acesso à saúde e educação ocorrerá o término da pobreza menstrual e a modificação das estruturas que mantém a desigualdade no país.